Alunos adotam instituições filantrópicas e acabam recebendo muito mais do que doando

Desenvolver em nossos alunos a empatia e a capacidade de se unirem em prol de uma causa que contribua para a solução de problemas reais da sociedade em que vivemos.

Foi com esses dois grandes objetivos em mente que reunimos os estudantes do 6º ao 8º ano do Ensino Fundamental em um grande projeto de protagonismo e mobilização, o “Redes em Vida. Vidas em Rede”.

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Durante uma semana a cada bimestre, o projeto integrou alunos de diferentes séries em uma atividade lúdica e enriquecedora, possibilitando-os experimentar a solidariedade concreta ao aproximá-los de instituições que desenvolvem trabalhos sociais.

“Projetos como esse são capazes de desenvolver em nossos alunos habilidades que as atividades didáticas regulares nem sempre estimulam, como liderança, trabalho em equipe, comunicação e criatividade”, afirma Helcio Alvim, coordenador Pedagógico dos Ensinos Fundamental II e Médio.

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As quatro semanas de trabalho foram pensadas de forma a envolver progressivamente os alunos, tanto afetiva quanto intelectualmente.

No primeiro bimestre, o objetivo era formar a identidade do grupo, criando nome, logomarca e perfis em redes sociais, e travar o primeiro contato com a instituição que seria representada por cada um. Crianças com câncer, idosos, crianças em situação de risco social, animais abandonados, deficientes visuais e refugiados foram alguns dos grupos escolhidos pelos estudantes para serem assistidos.

No segundo bimestre, os alunos fizeram intensa pesquisa acerca das instituições, entrando em contato com as mesmas, recolhendo materiais, fazendo convites e criando campanhas de doação e auxílio para cada instituição.

No 3° bimestre, os estudantes receberam visitas de algumas instituições na escola para a troca de informações e fizeram campanhas de arrecadação. Alguns grupos foram às instituições fazer a doação dos materiais arrecadados.

E no 4° bimestre, deu-se a finalização do projeto: mais visitas foram realizadas e a culminância ocorreu na Mostra Mopi, com atividades como uma feira de adoção de cães, divulgação das instituições e mais arrecadação de materiais.

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“Nossos estudantes foram proativos e protagonistas. Desenvolveram com excelência várias campanhas e não pouparam esforços para ajudar cada instituição. Consideramos que todos os nossos objetivos foram atendidos”, comemora Luiz Rafael, coordenador do Mopi.

“Aprendemos muito mais do que ensinamos”. Essa foi a frase de fechamento dos alunos em uma das apresentações do projeto.