Tema Gerador do Ano: O fio condutor das atividades pedagógicas

“Sonho que se sonha só
É só um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto é realidade”
(Raul Seixas)

“Criar laços, Viver sonhos”. Lançado no início do ano em um evento para pais e professores, que contou com palestra do teólogo, escritor e professor Leonardo Boff, o tema-gerador do Mopi para 2017 vai ao encontro do que é, hoje, a principal missão da escola: colocar o aluno como protagonista e agente transformador da sociedade em que vive.

Desdobramento do tema proposto em 2016, “Outro mundo é possível. Vamos construí-lo?”, o tema-gerador deste ano será guiado pelas metas da Unesco para os próximos anos, somadas às contribuições de professores, coordenadores e diretores do Mopi.

Mas o que é e qual o papel de um tema-gerador?

“Ele é o grande guarda-chuva da organização político-pedagógica do Mopi. Além de nortear toda a proposta do ano, o tema vai disparar tanto o projeto reflexivo quanto as atividades do aluno”, explica Antonio Viveiros, diretor pedagógico.

“A existência de um tema-gerador contribui para a unificação dos diferentes enfoques didáticos dos segmentos e das áreas do conhecimento”, completa Hélcio Alvim, coordenador dos Ensinos Fundamental II e Médio.

No 9º ano e no Ensino Médio, os alunos vão trabalhar o subtema “A cidade é nossa.”, aprendendo, dentre outras coisas, como funciona e como se monta um orçamento participativo. O projeto visa estimular a participação cidadã dos estudantes, por uma cidade mais democrática, justa, limpa, sustentável e humana. Divididos em grupos sociais que envolvem: Associações de Moradores, Empresariado, Proteção da Memória, Movimentos Sociais e Sustentabilidade, os alunos desenvolverão a identidade visual de seus trabalhos, que devem propor soluções conjuntas para os diversos problemas urbanos que vivenciamos cotidianamente.

Já os alunos do Ensino Fundamental II trabalharão o projeto “Redes em Vida. Vidas em rede”. Divididos em frentes diferentes, como creches, asilos, sociedades protetoras dos animais, casas de apoio a refugiados, entre outras, os alunos de 6º ao 8º ano se unirão para localizar instituições filantrópicas e identificar suas principais carências. Após as definições, planos de ação serão desenhados, listando possíveis maneiras de contribuir para cada um dos locais. O objetivo é ampliar o nosso olhar para o indivíduo humano, social, interligado pelas relações.

“Acreditamos que uma escola de verdade não pode se eximir da responsabilidade de apoiar a construção de cidadãos que transformem a vida não apenas de si mesmos, mas de todos, para melhor, em conjunto com quem já o faz”, finaliza Hélcio.

Já para os primeiros segmentos, Educação Infantil e Ensino Fundamental I, o tema é trabalhado em pequenos projetos bimestrais.

Na Educação Infantil, o projeto tem como objetivo provocar a reflexão e o diálogo sobre valores como ética, cidadania, além de estimular a solidariedade e a cultura da paz. Os laços são trabalhados a partir das relações familiares e a importância de se viver mais próximo de quem amamos.

No Ensino Fundamental I, o eixo integrador é a sustentabilidade. No primeiro semestre, o tema será trabalhado a partir da visão do consumismo e, no segundo, a interligação será com as relações reais e virtuais.

“Os vínculos precisam ser cada vez mais bem trabalhados para que os sonhos futuros se tornem realidade.” diz Cristina Torres, coordenadora Pedagógica do Ensino Fundamental I.

“Transformar o ser humano aprendente em um cidadão transformador perpassa pelos muros da sala de aula. Precisamos, primeiramente, nos reconhecer como indivíduos. Apenas depois desse passo, conseguiremos fazer a diferença em nossas vidas e na sociedade como um todo.” Assim completa Luiz Rafael, nosso coordenador de Ciências da Natureza.